RockinRio Humanorama - Até Onde Devemos Insistir?

Até Onde Devemos Insistir?

Temos muitas dúvidas, em nosso trabalho e em nossas relações, sobre quando é que devemos insistir em um aprendizado difícil e desgastante, e quando é que devemos soltar ele, porque ele está nos fazendo muito mal. A gente fica em trabalhos ruins, em relações ruins, em rotinas ruins, onde invocamos o nosso espírito guerreiro e achamos que se está dando errado, é porque o problema está com a gente.  

Veja se você reconhece isso aqui: “não está dando certo, porque falta eu aprender mais sobre isso, colocar mais energia naquilo, falta fazer tal coisa… com muita frequência, trazemos para a gente a sensação de que se algo vai mal, nós é que temos que aprender a consertar. Não somos só guerreiros a descobrir as saídas para fazer aquela situação fluir, somos muitas vezes os salvadores dela.  

Vocês podem perceber em nossa sociedade o quanto damos enorme valor aos resilientes, aos determinados… Esses são os homens fortes e vencedores da vida. Quando acreditamos nisso, estamos também acreditando que as vitórias do mundo só são destinadas aqueles que possuem essas características muito bem desenvolvidas, como se eles empregassem as mesmas a todas as situações que vivem.  

É por isso que lutamos e encaramos todos os esforços para aprender, não só a passar pelos desafios que abraçamos e que nos estão destinados pela vida, como também para dar uma sobrevida e salvar aqueles que nem devem mais existir. Não vou entrar aqui na seara desse assunto, porque ele é extenso, mas se ele interessa você, eu vou dizer só uma coisa: você pode conseguir vencer esse desafio e salvar essa situação, porque você pode ser capaz disso mesmo, só lembre que você apenas deve fazer isso se houver um sentido, um significado para mantê-lo vivo. Fique atento para não se desgastar demais exclusivamente para conseguir uma vitória, alcançando com ela um resultado que não é nem mais coerente com você e com o que você quer para a sua vida.  

Se você quiser uma dica rápida: procure o porquê de estar ali, e veja se a resposta faz algum sentido, de verdade, para você. Você pode estar ali por medo e o medo é capaz de criar respostas maravilhosas para proteger você da mudança e da transformação. Descobrir se a raiz de se manter preso à situação é o medo, é encontrar muitas vezes com a necessidade e a imposição na resposta. Há uma sensação de obrigação e de insuficiência no ar e, por isso, respondemos com o “eu preciso”, o “eu tenho que”.  Se essas respostas forem acompanhadas de emoções desconfortáveis que se instalam diariamente no seu dia a dia, cansando ainda mais o seu esforço, significa que você precisa desapegar, seja da situação ou da sensação, ressignificando o sentido dela para você. Se não tiver como ressignificar, melhor deixar de ser mártir e empregar sua energia em alguma coisa que lhe dê sentido. Lembre-se que tudo o que dá sentido, fornece energia. 

Aproveitando a deixa, os porquês deveriam guiar o nosso aprendizado e, deveríamos cobrir com mais perguntas as respostas que surgem, até que elas sejam suficientes, até que elas nos bastem. Esse é sempre o limite do nosso aprendizado: ele termina quando entendemos, quando aceitamos.  

Portanto, quando você não entende e não aceita alguma condição na sua vida, faça uso das perguntas “Por Que, Como, Quando, De Onde, Para Onde?”, elas farão você ir cada vez mais fundo no entendimento, nas raízes das questões e, consequentemente, na verdade das respostas.  

E se você se deparar com o medo, com a insuficiência pelo caminho, continue questionando, porque ambos geralmente crescem e nos paralisam, quando deixamos de questioná-los. Por fim, acredite que essas situações e pessoas estão acendendo as luzes para que você possa aprender sobre os seus medos e sobre a sua capacidade de se libertar do que não serve mais para você.  


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Luciana Matos

Luciana Matos é gente como a gente, buscando se tornar mais consciente, coerente e humana. Trabalha a integração e o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho com a Casa do Fluir. Na Tríade - Capital Humano, toca o PAP, um Programa Executivo de Aprimoramento Pessoal/Profissional, onde potencializa a essência de Pessoas e suas Histórias profissionais e pessoais, bem como de Empresas, através de programas de treinamento de lideranças jovens e maduras, diante de seus novos desafios.

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