RockinRio Humanorama - Chega De Saudade

Chega De Saudade

Caríssimo leitor, para uma melhor experiência desse texto, leia ouvindo uma das mais icônicas músicas brasileiras composta por Vinícius de Moraes e Tom Jobim, Chega de Saudade (prometo que a leitura terminará junto com a música).

Quando alguém pergunta a você “Oi! Tudo bem?” é comum como se fosse automático responder que sim ou simplesmente com um “tudo bem”. Nem sempre essa resposta segue exclamativa, por vezes vem séria como um ponto final, para que se entre de modo objetivo ao assunto da conversa e não comece o famoso questionamento dos por quês.
Claro, não há mal nenhum nisso. Nossas emoções em determinados dias pegam um carrinho de montanha-russa e resolvem andar e só queremos chegar ao final de tudo. 

Diante de um período que notícias desanimadoras por todos os lados invadiram nossas vidas, ainda temos que dar conta das nossas próprias invasões emocionais. De fato, se fôssemos nesse momento olhar diante do espelho para nós mesmos, não iríamos responder de modo afirmativo, e sim ao inverso. Talvez, de modo triste. E repito: não há mal nenhum isso. 

No entanto, não podemos viver apenas com esse sentimento, há de nos permitirmos que chegue o dia que o reflexo visto no espelho nos provoque o sorriso e nele esteja contido a saudade dos risos, das lembranças de vivências, das pessoas, de uma cena de filme, de um show inesquecível, por aí vai até mandarmos ir aquilo que bloqueia o sorriso de vir e dessa forma, em modo imperativo falar: Chega de Saudade!  

Em tempos isolados recentes, passamos a encontrar motivos para nosso sorrir e foi feito de modo caseiro e simples. As boas memórias puderam impulsionar pequenas-grandes ações que mostraram um redescobrir pessoal de novas habilidades e vontades que dariam sentido real o verso da canção “mas se ela voltar, que coisa linda, que coisa louca”. 

Por dentro desse texto, tentei dialogar uma música com o lado sentimental, pois diante da realidade (em muitos momentos difíceis) é preciso recorrer a poesia para sonhar (e por que não o realizar?). E nesse auto diálogo em frente ao espelho, podemos usar uma canção da Bossa Nova para ressignificar versos românticos agora para trazer uma breve reflexão sobre o autocuidado e o amor-próprio, nós somos os maiores responsáveis por nós mesmos, se for observado a letra diz que dentro dos próprios braços há milhões de abraços apertados, portanto vamos tirar um momento para nos abraçar? 

Desse modo, como sorriso no rosto podemos finalizar esse texto com uma sambinha nos pés e cantarolar para nossa imagem refletida “não quero mais esse negócio de você longe de mim”. 


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Léo Queiroz

Léo gosta de ser chamado pelo apelido (pois Leonardo é sério demais), carioca, apaixonado por tudo que envolve cultura e suas expressões, adora um café, chocolate e bom papo. Apesar de ter começado a vida profissional na área de engenharia foi a paixão de infância por shows, palcos e backstage que o fizeram largar tudo e ir para o mundo da produção de eventos. Especializou-se no CEFET-RJ em Gestão de turismo (e foi o primeiro da sua família a concluir uma graduação e por uma universidade pública). Quase tornou-se um pesquisador acadêmico sobre o Carnaval e as Escolas de Samba cariocas, acredita que a festa não é só folia, mas pesquisa por enquanto ficou de modo empírico, afinal o samba ‘deu rock’! Desde 2015 no Rock in Rio, tem espalhado sorriso e bom humor no Credenciamento e atualmente como Analista de Projetos anda na busca da ordem no CAOS junto ao time de PMO. Não consegue escolher 1 frase preferida por isso cita sempre algumas, como Mario Quintana e Cecília Meireles, afinal: “É preciso transver o mundo”, pois "a vida só possível reinventada”.

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