RockinRio Humanorama - E Se A Gente Não Falasse De Idade?

E Se A Gente Não Falasse De Idade?

Desisti de tentar definir minha existência por anos que já vivi ou vou viver. Nada mais anacrônico do que tentar avaliar a capacidade, em todas as dimensões, de uma pessoa pelo número de anos que já viveu.

Viver não é uma conta matemática. Viver é físico. E químico também. É um fluxo. Contínuo, com variações de potência, ritmo e intensidade. Mas um fluxo. 

E se é contínuo, onde estou agora? Melhor seria se perguntar: como estou agora? Será que seria difícil conversar, conviver, trabalhar com alguém sem saber ou sem relacionar a idade com a coexistência em si?

Novos tempos para novos velhos. 

No livro Extra Time: 10 Lessons for Aging World, a autora, Camila Cavendish, narra a história de Emile Ratelband, de 69 anos, que contou à Corte em Arnhem, nos Países Baixos, que não se sentia confortável com sua idade cronológica oficial, que não refletia seu estado emocional e o impedia de conseguir trabalho ou encontro online. Por isso, ele queria trocar sua data de nascimento de 11 de março de 1949 para 11 de março de 1969. 

Eu nem pensei a minha ainda, mas com certeza é diferente da que o meu documento de identidade insiste em marcar. 

E você, qual é o seu momento? 


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Marco Antonio Vieira Souto

Marco Antonio Vieira Souto, carioca, publicitário há mais de 40 anos. Trabalhou com os mais importantes clientes do mercado brasileiro na área de planejamento. Atualmente Head de Estratégia do Grupo Dreamers, colaborador da causa do idadismo, autor do livro Manual do Novo Velho, colunista da FastCompany.

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