RockinRio Humanorama - Você Já Sonhou Hoje?

Você Já Sonhou Hoje?

No mundo atual, diversas revoluções estão acontecendo simultaneamente – culturais, sociais, políticas e econômicas –, e esses movimentos criam cenários cada vez mais incertos. 

A habilidade de tomar decisões em cenários complexos e de incerteza não é uma competência comum. 

Essa falta de habilidade tem origem no fato de que as pessoas não foram preparadas pra tomar decisões quando não têm 100% das informações, sem que tudo possa ser medido. Foram treinadas para usar o passado para predizer o futuro. Foram ensinadas que o sucesso era fruto de um planejamento detalhado e imutável, e que quanto mais de longo prazo ele fosse, mais sucesso seria obtido. A flexibilidade não era vista com bons olhos. A padronização era a meta. Só havia um caminho para chegar ao objetivo. 

E agora? O mundo virou de cabeça para baixo. Como seguir construindo um futuro se os padrões nos prendem ao passado? 

Na minha visão, a gente tem uma grande oportunidade: livrar-se da lógica de comando/controle e padronização extrema e começar a misturar paixão com trabalho. 

Não há mais espaço para enxergar o trabalho como fim. Ninguém deveria viver para trabalhar. O trabalho é um meio para a realização de sonhos pessoais. Nesse sentido, o alinhamento entre os valores da empresa e os valores das pessoas é tão importante que cada sonho realizado faz com que o negócio se torne mais próspero. E o negócio estando mais próspero, tem a capacidade de realizar mais sonhos pessoais. É um círculo virtuoso. 

Para isso, as empresas precisam parar de enxergar as pessoas como recursos humanos e começar a enxergá-las como indivíduos. Precisamos parar de separar vida pessoal de vida profissional. As coisas são simbióticas. Alguém consegue ser feliz se tem um trabalho que diminui sua autoestima todos os dias? Alguém consegue performar no trabalho se está com um filho doente? Ninguém é tão frio a ponto de conseguir separar uma coisa da outra.

E é por não conseguir separá-las que as pessoas vêm escolhendo onde trabalhar usando como critério o alinhamento de propósito. Cabe então às empresas darem clareza do seu papel na sociedade, sua visão de futuro e contexto atual dos negócios para que os talentos possam identificá-la. 

A partir do momento em que a gente entende que o que gera valor para as empresas são as pessoas, seus talentos individuais, e não máquinas, processos e mecanismos de controle, fica evidente que deveríamos cuidar das pessoas primeiro e dos negócios depois. Jamais podemos inverter essa ordem. Pessoas apaixonadas pelo que fazem são mais felizes. Ambientes felizes são mais criativos, e a criatividade é a chave pro sucesso nesse mundo em constante revolução.  

De forma resumida, líderes de empresa precisam dizer para onde estão indo, encontrar talentos que estejam indo para lá e deixar que essas pessoas desenhem o caminho através da lente de seus sonhos pessoais. 


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Ronaldo Martins

Co-Founder e CEO do A-Lab - laboratório de conteúdo do Grupo Dreamers - entusiasta em inovação e especialista na criação de novos produtos e modelos de operação.

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