RockinRio Humanorama - Você Não Trabalha Para Uma Senhorinha Ranzinza

Você Não Trabalha Para Uma Senhorinha Ranzinza

Muitas vezes me pergunto até quando as pessoas vão tratar as empresas nas quais trabalham como uma senhorinha ranzinza, um "ser maior" ou uma máquina. 

Empresa para mim é aquilo que acontece quando as pessoas colaboram entre si por um propósito maior comum. Calma! Respira! Deixa eu te mostrar que propósito é muito mais que uma palavrinha clichê. 

Aprendi um exercício simples do qual gosto muito ao ler o livro Nascimento da Era Caórdica, do Fundador e CEO Emérito da Visa, Dee Hock. Quer exercitar? 

Comece fixando na mente a empresa em que trabalha. Com certeza você já a viu. De que cor é? Não sabe? Bom, então já deve ter sentido o cheiro dela. Descreva esse cheiro. Também não? E o gosto dela? É doce ou amarga, picante ou suave? Você não sabe? Com certeza já tocou nela muitas vezes. É quente ou fria, dura ou mole? Nada? Já sei! Sem dúvida a ouviu. Qual o som que ela faz? 

Pois é, se não dá para perceber a empresa em que trabalha por meio de algum dos sentidos, será que ela tem alguma realidade? 

A verdade é que empresas existem apenas na mente. Isso mesmo. Toda organização é uma realidade mental construída e sustentada por um propósito maior comum. E é dele que nascem a esperança, a visão, o significado, os valores e os comportamentos que conduzem as organizações saudáveis ao sucesso. Tem cada vez menos relação com dinheiro, bens materiais ou práticas de gestão, por mais importantes que sejam. 

Organizações não saudáveis são incapazes de atingir o propósito para o qual foram criadas, se perdem, mas mesmo assim continuam focadas em crescer, forçando comportamentos, queimando recursos, comandando, controlando e esgotando pessoas. 

Sou exemplo vivo disso: em 2017, uma cadeira importante e um baita salário não me bastaram e eu quase adoeci. 

Aprendi, então, que a empresa não era um ser maior com vontade própria. O que me fazia acreditar na existência desse ser maior era a falta de um propósito comum que gerasse colaboração genuína entre as pessoas. Era o fato de eu estar trocando meu tempo, minha energia e até minha saúde mental por dinheiro. Quando entendi isso, precisei de bem menos coragem do que achava que seria preciso para pular do barco. 

Viu? Propósito não é só uma palavrinha clichê. 

Antes de terminar, topa mais uma reflexão? Reserve 5 minutinhos do dia para pensar sobre o motivo que faz você dedicar boa parte do seu tempo e da sua energia colaborando com outras pessoas para alcançar os objetivos da organização em que trabalha. Agora, use e abuse da sinceridade que lhe é peculiar e responda: pelo que tem trocado seu tempo e sua capacidade produtiva? Pelo dinheiro da senhorinha ranzinza ou pelo propósito em comum com todas as outras pessoas da organização? 


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Ronaldo Fonseca

Pai da Júlia, marido da Juliana, flamenguista, apaixonado por educação, empreendedorismo e pessoas e alguém que não costuma deixar sonhos abandonados por aí. Já larguei a faculdade de Informática na UFRJ para viver o sonho de jogar futebol. Depois, fiz carreira como criativo publicitário, atuando nas maiores agências do Brasil e conquistando alguns prêmios de criatividade. Chique, viu? Aí, deixei o glamour da propaganda pra trás e resolvi viver o sonho de empreender. Atualmente, sou sócio da Onawa, empresa que desenvolve canais de venda direta para outras empresas, invisto em algumas startups e também atuo como advisor de algumas delas, faço parte do Board Consultivo do Movimento Capitalismo Consciente no RJ. Ao longo de 2021, mergulhei numa jornada de autoconhecimento e venho descobrindo que minha trilha de desenvolvimento passa por ajudar outras pessoas a se desenvolverem. Justo nesse momento da vida, cruzou meu caminho um convite da Humanorama para que eu compartilhe alguns achismos meus. Aqui estou eu.

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